Surto de conjuntivite fecha creche da UEL
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
A creche da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que funciona no campus da instituição (zona sul), está fechada desde sexta-feira devido a um surto de conjuntivite. No dia 10 de outubro, quinta-feira, sete funcionários e nove crianças apresentaram os sintomas da doença. No dia seguinte, mais 11 funcionários e duas crianças estavam com conjuntivite. O primeiro caso apareceu em julho e depois foram aparecendo casos esporádicos até culminar com os da semana passada.
Ao todo, entre os dias 11 de setembro e 11 de outubro, 41 pessoas tiveram conjuntivite, 23 crianças e 18 funcionários. Devido ao alto número de funcionários afastados pela doença, a creche resolveu suspender as atividades até hoje, reabrindo normalmente amanhã. ''A creche não foi fechada por questões epidemiológicas, mas administrativas. Não tinha funcionário'', explicou a chefe da divisão de enfermagem do Núcleo do Bem-Estar da Comunidade (Nubec), Márcia Regina Pizzo de Castro. A creche possui 38 funcionários para atender 104 crianças, filhos de servidores da UEL.
Edna Ricci, chefe de seção da creche, disse que aproveitou esses dias de fechamento para fazer desinfecção geral do local. Colchões, berços, briquedos, tudo foi tirado do lugar para limpeza. Além dos casos de conjutivite, seis pessoas apresentaram exantema viral, que se manifesta através de manchas avermelhadas pelo corpo.
Os sintomas da conjutivite são secreção ocular, hiperemia ocular (olhos vermelhos e inchados) e dor nos olhos. Quando alguém apresenta esses sintomas deve procurar um médico. Márcia Regina enumerou que é preciso ter um cuidado especial com a higiene das mãos e das toalhas. ''Tem que separar as toalhas da pessoa infectada do resto da família para que não haja transmissão da doença'', alertou. Ela ainda chamou a atenção para um ponto especial: ''não pode deixar as crianças irem para a escola ou creche com esses sintomas''.
Amanhã, a enfermeira disse que a creche vai prestar atenção especial para a possibilidade de surgirem novos casos. ''Vamos aguardar e se aparecerem novos casos vamos contactar a epidemiologia (da secretaria de saúde) para ver quais procedimentos teremos que tomar''.


