A redução do nível do Lago de Itaipu já fez surgir extensos bancos de areia em Guaíra (145 quilômetros a oeste de Umuarama). O nível do rio está em torno de um metro abaixo do normal na região, mas já estão aparecendo partes de rochas e árvores que estavam submersas na região de Sete Quedas. Como a Itaipu Binacional planeja rebaixar o nível do lago em pelo 10 metros até o final de setembro, a cidade vive a expectativa do reaparecimento de boa parte do Salto 14.
''Estamos nos preparando para receber turistas de todo o Brasil'', disse o empresário Adilson Revelle, vice-presidente do Conselho Municipal de Turismo. No ano passado, o nível do rio baixou cinco metros deixando à mostra rochas da cabeceira dos saltos e algumas áreas do extinto Parque Nacional de Sete Quedas. Foi o suficiente para atrair centenas de turistas.
Resultado do processo de assoreamento do lago, os bancos de areia formam prainhas naturais de até três quilômetros de extensão no meio do Rio Paraná. Segundo os pescadores, bastam alguns meses de exposição dos bancos de areia para a vegetação se desenvolver e surgir uma nova ilha. Lentamente, o assoreamento vai modificando a paisagem na região.
Os bancos de areia são uma atração à parte, mas também tornam mais perigosa a navegação no Rio Paraná. A balsa que faz a travessia entre Guaíra e Salto Del Guairá está dando uma volta de quase 500 metros para desviar dos bancos de areia. A empresa que explora o serviço prevê que terá de suspender a travessia quando o nível do rio baixar mais um metro. Cerca de 100 veículos, principalmente caminhões de cargas, cruzam diariamente a fronteira. Sem a balsa, importadores e exportadores terão de contratar barcos para transportar as mercadorias ou utilizar a ponte Airton Senna e passar pelo Mato Grosso do Sul, o que aumenta a burocracia.

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