Surge um fio de esperança no caso Amanda
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sábado, 29 de dezembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina informou ontem que a equipe do delegado da Divisão de Homicídios, Joaquim de Melo, cumpriu um mandado de busca e apreensão em São Carlos, interior paulista, contra um homem que pode ter ligação com o assassinato de Amanda Rossi, 21 anos. A estudante foi morta no dia 27 de outubro, dentro do campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul). A notícia reavivou as esperanças do pai da jovem, o comerciante Luís Carlos Rossi, que também esteve na delegacia ontem à tarde.
O fato surgido ontem foi um dos mais consistentes revelados até o momento pela polícia, que mantém total sigilo sobre as investigações. Sem se aprofundar nos detalhes, o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, apontou que o mandado foi resultado de uma denúncia anônima repassada à Polícia Civil há alguns dias. ''Continuamos empenhados totalmente na investigação deste crime e checando todas as possibilidades'', comentou o delegado. Ele acrescentou que, até o momento, nenhuma linha de investigação foi descartada: ''Trabalhamos com todas as hipóteses: crime passional, homicídio qualificado e latrocínio (roubo seguido de morte)''.
Para checar a denúncia e cumprir a ordem judicial expedida pela 1 Vara Criminal de Londrina foi destacado o delegado Melo, que estava fora de Londrina auxiliando na Operação Verão. Ele seguiu de madrugada para São Carlos e só deverá retornar hoje. Barroso prometeu divulgar outras informações relacionadas ao crime até a próxima segunda-feira.
O pai de Amanda, que esteve ontem a tarde com o delegado-chefe, deixou a delegacia com a esperança renovada. ''Sempre acreditei no trabalho da polícia mas também sei que este é um caso muito difícil, que quase ninguém liga para passar informações, não falam nada, mas tenho esperança de que o culpado será descoberto. Queremos isso para ficar em paz e ela (Amanda) também. De uma coisa eu tenho certeza: minha filha não merecia isso e nem a nossa família.''
Amanda foi morta na noite de sábado, 27 de outubro. Ela foi agredida no rosto e, depois, esganada dentro da sala de máquinas de uma piscina do campus da Unopar do Jardim Piza, onde ela cursava o terceiro período de Educação Física. O crime aconteceu durante um festival de hip hop. O corpo da estudante só foi encontrado dois dias depois, por um funcionário da instituição. A bolsa e o telefone celular de Amanda não foram recuperados até hoje.


