O delegado do 2º Distrito Policial, Antonio Zuba de Oliva, ouviu ontem à tarde mais um suspeito da morte da prostituta Kátia Godiano de Lima, conhecida como ‘Fernanda’, ocorrida em 19 de agosto do ano passado. O corpo da vítima foi encontrado com um tiro na cabeça, em uma fazenda de café no então distrito de Tamarana, hoje emancipado. O delegado não revelou o nome do suspeito para não prejudicar as investigações. No entanto, adiantou que ele é preso de uma cadeia da região e teria confessado o crime para um companheiro de cela. Zuba admitiu ontem que, com esta nova versão para o caso, criaram-se novos rumos para as investigações. O principal suspeito do homicídio era o engenheiro civil Luís Fernando Sanches. Ele foi libertado ontem à tarde a pedido da própria polícia.
O engenheiro chegou a ter sua prisão temporária decretada. O Instituto de Criminalística, baseado no laudo de balística, revelou que o projétil encontrado na cabeça da vítima foi disparado pela pistola Taurus, calibre 380, de propriedade de Sanches. Em depoimento prestado ontem na presença do delegado, do promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Camões e seus advogados, o engenheiro negou ter matado Kátia Godiano. Ele afirmou que na época do crime sua arma estava guardada na casa de seus pais em Barretos (SP). Ele disse que conheceu a vítima quando estava acompanhado de um amigo em frente à casa de show Apoteose. Na ocasião, ela deu o número de seu bip para o engenheiro. Sanches disse que, sem saber da morte da jovem, ligou diversas vezes para ela.
Segundo o delegado, foi através do bip e de uma caderneta de anotações encontrada com a vítima que a polícia chegou ao engenheiro, após serem checados mais de 100 nomes. Uma das coincidências enfatizadas pelo delegado foi encontrar os documentos de Kátia em um canteiro de obras na PR-445, onde o engenheiro trabalhava, e a menos de 200 metros onde o corpo foi encontrado. Os advogados de defesa Antônio José Amaral e Antonio Carlos Vianna dizem que vão requerer novos exames na arma do engenheiro.

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