Supostos sequestros mobilizam a polícia
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segunda-feira, 08 de março de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Dois supostos sequestros-relâmpago mobilizaram as polícias Civil e Militar de Londrina no último final de semana. Pelo menos uma das ocorrências se mostrou, mais tarde, apenas um ''alarme falso''.
Na tarde de anteontem, a família da enfermeira R.F.B., 35 anos, registrou o seu desaparecimento na 10 Subvisão Policial (SDP). Ela havia deixado o serviço, em um hospital da Área Central, às 7 horas do mesmo dia. De acordo com o delegado-operacional Sérgio Barroso, a suspeita de sequestro foi reforçada pelo fato de que a enfermeira havia acabado de receber seu salário. ''Além disso, ela tinha dois filhos e a mãe disse que ela nunca se ausentava daquela forma, sem avisar'', observou.
O ''sumiço'' da enfermeira mobilizou investigadores e policiais militares. Segundo Barroso, foram feitas diligências em vários bairros. A Sercomtel foi acionada para rastrear telefones. No final da tarde, depois de tanto trabalho, a polícia e os familiares tiveram uma surpresa: R.F.B. havia finalmente retornado à sua casa, no Jardim Sérgio Antônio (Zona Leste), após ter passado o dia em um churrasco.
Outro registro de sequestro-relâmpago chegou à polícia na tarde de sexta-feira. A mãe da adolescente R.C.G., 17 anos, contou que a filha estava desaparecida desde a noite anterior, quando foi estudar no Colégio Estadual Marcelino Champagnat (Área Central) e não retornou. Na sexta-feira, perto do meio-dia, a estudante teria ligado para a mãe dela usando o próprio celular. Chorando, teria dito que foi levada por homens, em um Corsa vermelho, para um lugar semelhante a um sítio.
A polícia realizou os procedimentos de investigação comuns nesses casos buscas, rastreamento telefônico mas só descobriu o paradeiro da adolescente quando ela ligou novamente para a mãe, por volta das 18 horas, dizendo ter sido abandonada próxima ao Lago Igapó.
O delegado Sérgio Barroso observou que o depoimento da adolescente foi confuso. ''Ela contou que foi sequestrada duas vezes. Na quinta-feira à tarde, foi pega no próprio bairro (Ernani Moura Lima, Zona Leste), ficou em poder dos bandidos e depois foi levada para o colégio. No dia seguinte, ela teria sido novamente apanhada, perto do Champagnat'', descreveu.
A estudante contou à polícia que passou a noite na casa de uma amiga, e que não contou nada sobre o suposto sequestro para funcionários do colégio.
Ela disse ainda que foi obrigada a cozinhar para os bandidos, mas não pôde comer. Até ontem, a polícia não tinha suspeitos do caso, nem havia confirmado a versão da adolescente.


