Goioerê O desaparecimento de uma menina de 7 anos em Goioerê (67 km a oeste de Campo Mourão) pode levar a polícia a descobrir a autoria do rapto de crianças em outras regiões do País. A possibilidade surgiu depois que nomes de crianças foram encontrados em cadernetas pertencentes ao principal suspeito pelo sequestro da menina de Goioerê.
Jocelei Cristina dos Santos está desaparecida desde segunda-feira. Ela foi vista pela última vez indo ao mercado em companhia de um andarilho conhecido como ''Índio''. O homem estava há cerca de três meses em Goioerê, ficando sempre na Praça do Japão ou na rodoviária, onde dormia. Desde segunda-feira, ele não foi mais visto na cidade.
Na praça onde o andarilho ficava, a polícia encontrou vários objetos dele, incluindo três cadernetas com cartas assinadas por crianças. Em duas delas há a idade e a cidade das meninas - Jéssica, 9 anos, de Santarém (PA) e Aline, também de 9 anos, de Mundo Novo (MS). A polícia está checando em delegacias especializadas se existem casos de crianças desaparecidas naqueles estados com estes nomes e estas idades.
''A impressão é que um adulto escreveu as cartas e pediu para as crianças assiná-las'', conta o delegado de Goioerê, Pedro Luís Ribeiro Fontana. Existem ainda vários outros nomes nas cadernetas, mas sem citar a idade ou revelar a cidade de quem assina. Em geral, as cartas se referem a ''Índio'' como uma ''pessoa especial'' ou ''amor da minha vida''.
Junto aos pertences, foram encontrados dois nomes que podem ser do andarilho João Santos Alves e João Santos Ângelo. A polícia está checando junto à Funai se existem índios com algum destes nomes. Para moradores de Goioerê, o andarilho se identificava como sendo índio tupi-guarani de Rio Verde (AM).

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