Suposto assaltante é morto em troca de tiros
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Um suposto assaltante foi morto anteontem em uma troca de tiros com a Polícia Militar (PM). Claudinei Henrique Messias da Silva, 19 anos, seria um dos três assaltantes que invadiram uma loja de armarinhos na Avenida Eurico Gaspar Dutra, Jardim Cafezal (Zona Sul), no final da tarde. Eles levaram cerca de R$ 100, celulares e relógios das vítimas. Essa é a quarta pessoa morta pela polícia neste ano em Londrina.
Segundo o aspirante a oficial Franck Sione Coelho dos Santos, que chefiou a operação, as vítimas abordaram uma viatura da Rone (Tropa de Choque da PM) logo após a fuga dos assaltantes. Na perseguição, os suspeitos se separaram e entraram em um matagal nos fundos de um sítio no Conjunto Saltinho.
Cinco viaturas foram chamadas e iniciaram o cerco. Alertados por um morador, uma equipe de quatro policiais localizou o suspeito dentro de um galpão. ''Ele atirou e os policiais revidaram'', afirma o aspirante.
Ele não soube afirmar quantos tiros foram disparados pelo suposto assaltante. No local, a polícia apreendeu uma pistola 380 mm mas não encontrou as cápsulas. ''Como estava escuro foi díficil encontrar'', alega.
Silva recebeu quatro tiros, na cabeça, tórax e abdomen. Ele foi socorrido pelo Siate mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Com ele, foi encontrado uma quantia em dinheiro e um relógio que foi reconhecido pelo proprietário da loja assaltada.
Os outros dois suspeitos não foram encontrados pela polícia. Apesar de a vítima residir em Cambé (13 km a oeste de Londrina), a PM acredita que os outros dois assaltantes moram na Zona Sul de Londrina.
No dia 15, Charles Jesus Monteiro, de 17 anos, baleado por um policial militar à paisana, morreu ontem no hospital. A família do jovem acusa a PM de execução e um inquérito foi instaurado no 2º Distrito Policial para apura o caso. O adolescente foi baleado quando supostamente participava de um assalto a uma lanchonete na Avenida Santos Dumont (Zona Leste), na madrugada do dia 8. Atingido por três disparos, no olho, no pescoço e no peito, Charles foi encaminhado para a Santa Casa, onde ficou internado até o dia 15, quando durante uma cirurgia teve uma parada cardiorrespiratória.


