Suporte aos familiares
Curitiba - As famílias não precisam enfrentar a dor da perda sozinhas. Em Curitiba, há o grupo de apoio Amigos Solidários no Luto, com sede na sala 104 da ala de psicologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade. Sob a coordenação de Zelinda de Bona, o grupo dá suporte a todas as pessoas que vão até lá.
''Elas (as mães) precisam ser ouvidas. No começo do luto, as pessoas ficam a seu lado, mas, com o passar do tempo, elas retornam aos seus afazeres e vão se afastando'', diz ela.
O grupo tem entre 15 e 25 pessoas. ''As mães relutam e ficam muito focadas naquele filho que se foi. Quando a morte é inesperada ficam coisas para ser ditas. É importante compartilhar a dor e ter consciência que não são as únicas a passar por tudo isso. Elas precisam ver que devem cuidar daqueles que ficaram'', argumenta Zelinda, que também sentiu a dor do luto com a perda de um neto.
Contudo, nem sempre o grupo resolve. ''A gente caminha lado a lado com elas, mas, às vezes, a pessoa precisa do apoio profissional de um psicólogo ou médico. A vida nunca vai ficar igual, mas é preciso ir amenizando essa dor'', acrescenta.
É no suporte psicológico que muitas mães se seguram. Na opinião da psicóloga Rosecler Schmitz, o luto é um trabalho de tempo. ''Cada um tem seu próprio luto, suas fases, entre elas a raiva, o estado de choque e de desabafo.''
A fase final é o estágio de aceitação. ''Existem pessoas do grupo que dizem que esse estado de luto não tem fim, mas pode ter, quando ela guarda um lugar no coração apenas para as lembranças boas. Na vida, estamos constantemente perdendo e ganhando, mas a perda por morte real é distinta. É de cada um'', afirma a psicóloga. (D.R.)
Serviço: Grupo Amigos Solidários no Luto - fones (41) 9113-4262 e 3252-5016





