Supermercados poderão vender medicamentos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de julho de 1997
Curitiba 
A venda de medicamentos em supermercados, que deve ser autorizada pelo Ministério da Saúde nos próximos dias, deve acirrar a briga entre o setor supermercadista e os proprietários de farmácia.
O governo deve liberar a venda de cerca de cem medicamentos nos supermercados. Os remédios são incluídos na categoria de anódidos (que não teriam efeitos colaterais ou contra-indicação). O consumidor vai poder encontrar nas prateleiras produtos como analgésicos, sal de frutas e água oxigenada - remédios que não necessitam receita médica.
Se o governo autorizar isso, vamos exigir a liberação da venda de produtos típicos de supermercados nas farmácias, diz o diretor tesoureiro do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná (Sindifarma-PR), Edenir Zandoná Junior. Segundo ele, o sindicato é contra a venda de outros produtos em farmácias, mas o setor não terá outra alternativa com a medida governamental. Lugar de remédio é na farmácia, mas se os supermercados passarem a vender teremos que defender a categoria.
Hoje, algumas farmácias (como a rede Drogamed) já vendem desde refrigerantes até ração para cachorro, mas apenas sob liminar judicial.
Segundo o secretário executivo da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Moacir Moura, com a venda de medicamentos no setor os preços dos produtos podem cair de 10% a 15%, já que os supermercados trabalham com uma margem de lucro menor. Quem ganha é o consumidor, diz ele.


