Supermercados não vão
eliminar código de barras
‘Voltar a etiquetar
os produtos é um
retorno à Idade Média’,
diz Ruy Senff
Guilherme Vieira
Os supermercados não pretendem trocar por etiquetas os códigos de barras que indicam preços das mercadorias. A decisão foi informada na quarta-feira pela Associação Paranaense dos Supermercados (Apras) ao Procon-PR durante uma reunião entre as diretorias das duas entidades. Na ocasião foi entregue ao coordenador do Procon-PR, Naim Akel, um documento detalhando as razões do posicionamento, e foi solicitado o adiamento do início da fiscalização que estava prevista para começar a acontecer no sábado. Na quarta-feira, um funcionário do Procon informou que a fiscalização deveria ser adiada em pelo menos dez dias, até que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC) conclua a análise do pedido dos supermercadistas.
Para o presidente da Apras, Ruy Senff, ‘‘voltar a etiquetar os produtos é um retorno à Idade Média’’. Senff explica que essa prática não traz vantagens ao sistema utilizado atualmente pelos supermercados em nenhum sentido.‘‘Esse sistema induz a erro porque traz de volta a digitação nas máquinas registradoras, e a figura do remarcador de preços que estava extinta nas grandes redes.’’ Senff diz que se fosse para atender a medida a partir de sábado não haveria mão-de-obra nem etiquetas suficientes. ‘‘Não existem pessoas especializadas nesse trabalho, e elas teriam que ser treinadas em um espaço de tempo muito curto.’’
Senff informou que a resposta para o pedido dos supermercadistas deve ser apresentada dentro de um ou dois dias e que a Associação Basileira de Supermercados (Abras) está atuando em Brasília junto ao DPDC para esclarecer qualquer dúvida. ‘‘Nosso sistema é dotado de tira-teimas e de listas de preços espalhadas por toda a loja, o que é mais eficiente que o sistema de etiquetas que ainda onera entre 5 a 10% o custo do produto’’, disse.

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