Supermercados evitam prejuízo de furtos com vigia eletrônica
A incidência de furtos dentro dos supermercados de Curitiba obriga os estabelecimentos a implantar estruturas complexas de segurança na tentativa de evitar prejuízos. As duas lojas do Extra, em Curitiba, gastam cerca de R$ 25 mil por mês apenas com o aluguel de equipamentos, como as 33 câmeras de vídeo instaladas, entre fixas e móveis. O valor não inclui outras despesas, como o pagamento dos 105 seguranças contratados para coibir os furtos. Segundo o gerente de Segurança do Extra, Luiz Carlos de Lima, cerca de três furtos por dia são registrados nas duas lojas da capital. Na maioria dos casos - aproximadamente 60% - os produtos são roubados por pessoas que vivem da prática deste tipo de delito. Elas agem sozinhas ou acompanhadas de mais duas ou três que tentam dar cobertura para o furto, explica. Entre os produtos mais furtados, que segundo Lima normalmente são revendidos pela metade do preço, estão cosméticos, lingeries, cadeados, CDs, lâminas de barbear, uísques, cigarros e alguns eletroeletrônicos. Os homens usam jaquetas com grandes bolsos internos e as mulheres colocam os produtos na bolsa ou embaixo da saia. Elas devem desenvolver uma técnica especial porque conseguem andar normalmente com toca fitas para carros e até um vídeo cassete entre as pernas, afirma. Mais umatécnica usada é tentar passar por um caixa desativado com o carrinho de compras cheio.
Outro método é a colocação de produtos mais caros dentro de uma caixa de outro de menor valor. O furto de alimentos é raro porque as quadrilhas preferem mercadorias menores e mais caras, diz Lima. Ele reconhece que nenhum sistema de segurança é 100% eficiente, mas acredita que as câmeras do circuito interno de tevê registram quase todos os casos. Nossa equipe de segurança acompanha o furto através das câmeras de vídeo, que gravam também a abordagem da pessoa que comete o furto, explica.
As pessoas surpreendidas furtando sãolevadas para o distrito policial. Quando se trata de pessoas humildes levando alimentos porque passam fome, deixamos irem embora na primeira vez, diz Lima. Clientes compulsivos - que fazem grandes compras mas tentam levar alguma coisa de baixo valor, como pilhas, têm a opção de pagar elevar a mercadoria, evitando a ida à delegacia.Kraw PenasExtra gasta cerca de R$ 25 mil por mês com aluguel de 33 câmeras de vídeoAndrea Vendramini





