Os supermercados de Londrina estão abrindo aos domingos à revelia do Código de Posturas do Município. O Big, do grupo Sonae, é o único que obteve liminar na Justiça para funcionar das 9 às 22 horas aos domingos. O Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Londrina entrou com ação para tentar cassar a liminar e o Ministério do Trabalho não está autuando a loja porque o caso está sub júdice.
O subdelegado regional do Trabalho, Dorival Silvestre Arantes, disse, no entanto, que os fiscais têm autuado o Big por outros motivos como excesso de jornada de trabalho, descando e falta de escala. Inaugurado no início deste mês, o supermercado tem 390 funcionários.
Outras redes como Carrefour e SuperMuffato têm sido autuadas todos os domingos por desrespeitarem o Código de Posturas. O vice-presidente do sindicato dos empregados, Manoel Teodoro da Silva, afirmou que os dois grupos estão apenas acompanhando o Big. ‘‘O consumidor londrinense não costuma fazer compras aos domingos’’, disse.
As multas variam de 3 mil a 5 mil Ufirs, sendo que os valores dobram em caso de reincidência. A Secretaria da Fazenda também está autuando os supermercados por desrespeito ao Código de Posturas do Município.
LiminarJá em Curitiba, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados do Paraná (Siemac) recorreu ontem à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para contestar a liminar ganha pelo Grupo Sonae para não cumprir o novo horário de atendimento ao público. A mudança começa no dia 16 de julho. Controlador das redes Big e Mercadorama no Paraná, o grupo português obteve uma liminar e poderá manter no domingo, ponto principal da discórdia, as portas abertas até as 22 horas. Pelo novo horário, as unidades só poderiam funcionar entre 8 e 13 horas daquele dia.
A decisão judicial movimentou o setor supermercadista na tarde de ontem. Em São Paulo, os controladores de grandes redes instaladas no Estado, como Extra e Carrefour, se reuniram para estudar se vão adotar a mesma postura do concorrente. O novo horário prevê que os supermercados funcionem das 8 às 22 horas, de segunda a sábado, e aos domingos, entre 8 e 13 horas. A Folha tentou ouvir os sindicalistas sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição não houve retorno. (Colaborou Dimitri do Valle, de Curitiba)

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