Supermercado Pastorinho fecha portas e demite 50
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 1997
Cláudio Osti 
Paulo WolfgangDespedidaO prédio do Pastorinho na rua Brasil: saída de Londrina foi lamentada por lideranças do comércioO Supermercado Pastorinho fechou as portas em Londrina. Depois de 30 anos atuando na Cidade, inicialmente no ramo de atacado e depois no de varejo, a empresa encerrou as atividades na última segunda-feira. Cinquenta funcionários perderam o emprego.
O que sobrou do estoque e os equipamentos da loja estão sendo transferidos para a matriz em São Paulo, capital. Ontem à tarde apenas alguns funcionários estavam no prédio, que fica na rua Brasil, 553, ajudando a carregar os caminhões que transportariam as mercadorias.
Segundo Antonio Dias Filho, diretor do grupo Dias Pastorinho, o fechamento da filial de Londrina faz parte da nova política adotada pela empresa de concentrar suas atividades na capital e interior de São Paulo, onde o grupo tem 12 lojas. Londrina era a única praça que tinha uma filial do grupo fora do Estado de São Paulo. O que nós estamos fazendo é uma adequação operacional da empresa e uma medida que precisava ser tomada era fechar a filial londrinense. Nós lamentamos, mas foi necessário, disse Antonio Dias Filho.
O vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina, Célio Vila, disse ontem que a rescisão contratual dos empregados demitidos pelo supermercado está marcada para hoje. Ele lamentou o fechamento da empresa. É triste ver mais um empreendimento fechando e provocando mais desemprego.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Igarassu Louzada, ficou sabendo do fechamento da filial do Supermercado Pastorinho através da Folha. E se disse surpreso. Considero que seja reflexo da situação que o País atravessa, apesar de que, na minha opinião, o setor de vendas de alimentos ser o que vem sofrendo menos. Pesquisas mostram que está havendo aumento de consumo e das vendas.
Louzada também lamentou o fechamento do Pastorinho. É uma pena porque é uma empresa grande, de tradição na Cidade, mas que deve estar, como muitas outras, racionalizando sua atuação, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista. É difícil porque deixa de ofertar empregos. Por outro lado, no que se refere à arrecadação de impostos, não muda muita coisa. Os clientes acabam sendo absorvidos pelos demais supermercados.
A notícia também deixou supreso o presidente da Associação Londrinense de Supermercados, Otto Keller. Eu conhecia a empresa há 30 anos. Daquela época eles eram um dos poucos remanescentes. As importadoras São Marcos e a São Remo, do mesmo período, também fecharam.
Nos últimos anos, outros supermercados tradicionais na Cidade também encerraram as atividades. Entre eles os supermercados Vila Real (três lojas) e os Supermercados Montimó (quatro lojas).


