Supermercadistas pedem segurança
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sexta-feira, 10 de novembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
Os constantes assaltos em supermercados de Curitiba e região metropolitana estão preocupando os representantes do setor, que iniciaram ontem uma série de negociações com a Secretaria da Segurança Pública. Segundo o presidente da Associação Paranaense de Supermercadistas (Apras), Pedro Joanir Zonta, a segurança patrimonial e dos funcionários das pequenas e médias lojas supermercadistas da grande Curitiba está deficitária. Os assaltos são diários. Um dos métodos mais usados pelos assaltantes é a abordagem com motos. Eles estacionam as motos em frente aos mercados, rendem os funcionários e levam o dinheiro do caixa. Mesmo que levem pequena quantidade, os funcionários ficam com problemas psicológicos sérios, alertou.
Entre os pedidos feitos ao secretário José Tavares, que responde pela Secretaria da Segurança, estão o policiamento ostensivo e a troca de informações entre as polícias Civil e Militar. Falta policiamento para evitar que o assalto aconteça. E depois que acontece, falta a investigação, denunciou. Atualmente, existem 2 mil supermercados em todo o Paraná e 40% deles ficam em Curitiba e região metropolitana.
Nos próximos dias, deverá ser esquematizado um plano emergencial para resolver o problema em curto prazo e outro mais detalhado para médio prazo. O plano sairá de reuniões que acontecerão nas quartas-feiras, com a presença de representantes do setor supermercadista, das polícias Civil e Militar e da Secretaria da Segurança. Vamos melhorar o entrosamento entre as polícias para dar sequência na apuração dos fatos pela Polícia Civil. Temos que sintonizar os chamamentos. Vamos ainda melhorar a presença do policiamento ostensivo nas ruas e nas proximidades dos supermercados, prometeu Tavares.
O secretário assinou ainda um contrato para a liberação de R$ 6 milhões. Metade do valor vai ser usado para a manutenção de 803 veículos da frota da Polícia Militar. O restante para o reequipamento da corporação, prevendo a compra de equipamentos de informática, colete à prova de balas, visores noturnos, máscara contra gases e equipamentos de inteligência, mobiliários, aquisição de pistolas, munições, aparelhos de comunicação, tanques e bombas de combustível que atenderão as duas polícias, compra de rádios fixos e de aparelhos de televisão e vídeo.
Os recursos para os investimentos anunciados vêm do Fundo de Reequipamento da Polícia Militar (Funrestran), recolhido pelo Departamento de Trânsito do Estado (Detran). São taxas pagas como multas, débitos e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O povo paga e nós temos que investir isto na segurança pública, afirmou Tavares.


