Superlotação vira rotina em hospitais
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sexta-feira, 26 de julho de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Os prontos-socorros dos hospitais da Zona Sul (HZS), Zona Norte (HZN) e Universitário (HU) de Londrina suspenderam ontem, mais uma vez, o atendimento por causa da superlotação.
O Zona Sul não atendeu as vítimas socorridas tanto pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências - Siate - quanto pelo Transporte Emergencial Centralizado (TEC). O diretor do HZS, Marcelo Mendonça explicou que os pacientes que procuraram o hospital espontaneamente, ontem à tarde, apesar da suspensão, foram atendidos.
O Zona Norte suspendeu o atendimento no começo da tarde por estar com o pronto-socorro lotado. Para do diretor-clínico Alfio Martelliti, um dos problemas é que houve aumento da população e não houve formação de novos leitos, além disso pacientes da região acabam procurando atendimento na cidade. ''Assim que o sistema estiver informatizado isso não poderá mais ser feito.'' Martelliti acredita que o gerenciamento único dos hospitais facilitaria o atendimento da população.
No HU o pronto-socorro pediátrico e o médico atenderam apenas urgências e emergências durante uma parte da manhã e o começo da tarde. O hospital tem cinco prontos-socorros, os de obstetrícia, ortopédico e cirúrgico não tiveram o atendimento suspenso, mas também estavam lotados. As 38 macas, incluídas as do corredor, e os 26 leitos das enfermarias estavam ocupados. Havia pacientes em observação nas macas dos consultórios, no corredor e tomando medicamentos em cadeiras.
Francisco Eugênio Alves de Souza, diretor-superintendente do HU, acredita que com a implantação do programa médico da família a situação vai melhorar. ''O médico de família vai atender, principamente, as pessoas da periferia e quem fica em internamento domiciliar, o que acredito vai diminuir a procura pelo pronto-socorro.'' Souza diz que uma grande dificuldade é que muitas pessoas vão para o hospital sem passar por uma avaliação médica.
Para o diretor, o investimento nos hospitais dará condições para a implantação de um gerenciamento único dos hospitais. ''Mas primeiro é preciso se investir tanto no Zona Norte como Zona Sul e no HU, com investimentos o gerenciamento é mais fácil.''


