Paulo Ubiratan
A superlotação enfrentada pelo Hospital da Zona Sul (HZN) em Londrina pode ter motivado mais uma vítima. A dona de casa Luzia de Souza Silva, 53 anos, morreu na noite de anteontem, após ser atendida no hospital. Ela enfrentava uma crise asmática e foi até o HZN fazer inalação. Segundo relatou o filho de Luzia, o auxiliar de farmácia Nilson Flor da Silva, sua mãe ficou esperando das 17 horas até às 20h30 para ser atendida. Um funcionário do hospital teria dito que a demora foi por causa de uma pessoa que chegou em estado grave e só um médico estava atendendo os pacientes.
‘‘Na hora em que ocorreu a morte desta senhora, o hospital estava superlotado. Os prontos-socorros da Santa Casa e do Hospital Universitário estavam fechados o todos os doentes estavam vindo para cá. Estávamos ainda fazendo também raio-X em pacientes do Hospital Zona Norte porque eles não tinham filme para as chapas. O pior de tudo é que estes serviços estavam sendo feitos por um médico e duas atendentes, pois não temos aqui auxiliar de enfermagem’’, justificou o diretor-clínico do HZN, Sidney Girotto. ‘‘Não temos mais parâmetros nem para avaliar riscos, pois tudo que nos apresentam é emergente’’.
O filho da dona de casa, disse que depois da espera, sua mãe foi consultada pelo médico Edson Zucoli durante meia hora. ‘‘Quando minha mãe saiu da sala, ela me disse que que iria voltar para fazer a inalação. Depois de 40 minutos, o mesmo médico veio me dizer que ela havia morrido. O motivo teria sido o aumento súbito da pressão, que chegou a 19 por 10’’.
Girotto disse que a morte da dona de casa revela a situação de sucateamento da maioria dos hospitais de Londrina. Ele não descartou a hipótese de que se a situação fosse outra a paciente poderia ter sido salva.
Segundo o diretor, o médico Edson Zucoli teria desabafado, após a morte da mulher, que deixaria de trabalhar no plantão em virtude dos problemas que vêm ocorrendo. Para Girotto, nem adianta destacar mais médicos para fazer o atendimento, pois não existe mais espaço físico para colocar pacientes no hospital.
Na semana passada, o aposentado Geraldo Salvador morreu por falta de atendimento médico. Ele foi levado ao hospital, mas não recebeu atendimento devido à superlotação.
Morte na piscina A polícia ainda não sabe a causa da morte da advogada Izabella Campi de Almeida, que tinha 23 anos. O corpo da advogada foi encontrado na tarde de anteontem na piscina do Canadá Country Clube de Londrina (área central). Segundo o delegado do 1º Distrito Policial, Algacir Antônio Ramos, que está investigando o caso, somente hoje é que ele vai ouvir os familiares e amigos da advogada. O delegado disse também que esta está esperando os laudos de necrópsia do Instituto Médico-Legal (IML) para chegar a alguma conclusão.

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