Superlotação: problema comum na maioria dos presídios
Curitiba Os presídios paranaenses abrigam mais presos do que a capacidade normal. As unidades penais têm capacidade para 6.853 vagas e tem atualmente 7.159 internos. As unidades mais prejudicadas são a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, que tem um excedente de 139 presos; a Penitenciária Provisória de Curitiba (PPC), que tem um excedente de 211 internos; a Casa de Custódia de Londrina, com limite esgotado em 141 vagas; e a Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, com 118 presos a mais do que a capacidade normal. Até mesmo o Complexo Médico Penal está com a capacidade esgotada. O atendimento masculino tem capacidade para 250 internos e atendia no ano passado, 337 presos.
A cada cinco presos, dois agentes penitenciários ou de segurança são contratados para garantir a segurança e a tranquilidade interna dos presídios paranaenses. Pelo menos é isso o que demonstram os dados do Departamento Penitenciário do Paraná. São dimensionadas 2.237 vagas nos presídios, mas somente 1.803 estão ocupadas por agentes penitenciários. Outros 966 agentes de disciplina são contratados sem concurso público para garantir a segurança nas unidades terceirizadas. Os agentes recebem treinamentos esporádicos. No ano passado foram realizados seis cursos, distribuídos em dez turmas, com 525 participantes.
Cumprem pena em regime aberto mais de 6,6 mil condenados. A maioria em liberdade vigiada ou condicional (51%). Os demais cumprem pena alternativa por suspensão da pena (8%) ou suspensão condicional do processo (41%).





