Superlotação persiste em carceragens interditadas
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Quase dois meses após o juiz da Vara de Execuções Penais de Londrina, Katsujo Nakadomari, determinar que a carceragem dos 4º e 5º Distritos Polícias tenham no máximo 65 presos e o Centro Integrado de Triagem (CIT), 36, em virtude da superlotação, nada mudou. O CIT, que está funcionando no 4º DP, está com 80 presos e as carceragem das delegacias estão com 289 presos do sexo masculino e 73 do sexo feminino. Segundo o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, a situação se agravou após a rebelião na unidade dois da Penitência Estadual de Londrina (PEL 2), em outubro de 2015, quando presos da unidade foram transferidos para a Casa de Custódia e para a PEL 1 e os detidos no CIT não puderam ser transferidos para as cadeias.
Em média, são feitos em torno de 40 flagrantes por semana. "Mesmo com as audiências de custódia não está havendo um rodízio. Não tem saído presos para a Casa de Custódia com a mesma velocidade que tem entrado", explicou o delegado.
Hoje, ele faz uma reunião com as polícias Militar e Rodoviárias Estadual e Federal para definir a funcionalidade do CIT. "Vamos discutir a metodologia do fluxo das ocorrências." A capacidade do CIT é para 36 detentos.
As carceragens das delegacias também estão com deficiências de agentes. A guarda dos presos está sendo feita pelos policiais civis. Santos Neto afirmou que está discutindo a situação com o delegado geral da Polícia Civil e com o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária. "Eles sinalizaram positivamente a nossa reivindicação e estamos no aguardo." No 4º DP, por exemplo, seriam necessários no mínimo seis agentes para haver uma escala de trabalho por plantão. Lá, a situação se complicou em novembro, quando saíram agentes e as vagas não foram repostas. O Departamento de Execução Penal (Depen) informou que já foi solicitada a contratação de novos agentes. Em todo o Estado, são 800 agentes de cadeia pública em atividade.
MUDANÇAS
O 4º DP, na zona sul, passou por uma reforma para receber as ocorrências da PM. Foram construídas três celas onde os presos ficarão antes de ser lavrado o flagrante. O local também ganhou uma sala destinada aos PMs e outra para o delegado de plantão. A intenção é que o 4º DP se transforme em uma central de recebimento de flagrantes. Hoje, as pessoas detidas pela PM aguardam interrogatório em uma área na 10ª SDP.
Já o registro de boletins de ocorrências serão feitos na 10ª SDP e no 2º DP, na zona leste. "As estatísticas mostram que o volume de boletins de ocorrências registrados no 4º DP é baixo. Então, não haverá prejuízo à população. Como haverá um delegado no 4º DP, será possível fazer um B.O., mas a intenção é que eles sejam registrados no 2º DP", explicou Santos Neto.


