A superlotação carcerária em Londrina está provocando uma crise entre o prefeito Antônio Belinati (PDT), e o secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. A crise começou há um ano, quando o governo do Estado e o município não entraram em entendimento sobre o local da construção de uma cadeia pública no município. A situação foi agravada neste final de semana com uma disputa verbal entre o secretário do governador Jaime Lerner (PDT) e o
prefeito, que é marido da vice-governadora Emília Belinati.
Na última sexta-feira, Belinati decretou estado de emergência em Londrina na área de segurança. Segundo Belinati, o decreto visa liberar o município para a construção de uma cadeia pública sem necessidade de licitação. O decreto do prefeito atendeu pedido do juiz corregedor, Roberto Ferreira do Valle, que desde março vem travando uma queda-de-braço com a Secretaria de Segurança.
Vale interditou o presídio do 5º Distrito Policial e não
conseguiu interditar as cadeias de outros três distritos em função de uma liminar do governo estadual.
O secretário Oliveira disse que a decretação de emergência era inócua, ‘‘pois não elimina a necessidade de licitação’’. Ele afirmou que o governo do Paraná estava disposto a ‘‘alugar casas para abrigar presos e resolver o problema’’. O prefeito Belinati, no entanto, afirma que o Estado ‘‘não resolve o problema porque não quer’’.

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