As unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de Cuidados Intermediários (UCI) do setor neonatal do Hospital Universitário (HU) de Londrina ficaram novamente superlotadas nesta semana. A situação foi informada à Promotoria de Saúde Pública na quarta-feira porque uma funcionária do setor está com suspeita de varicela e a doença poderia contaminar recém-nascidos internados. A Secretaria Municipal de Saúde está monitorando a situação e, por enquanto, descartou qualquer tipo de intervenção.
Segundo o comunicado do HU, na terça-feira haviam 24 bebês internados dois prematuros para uma capacidade instalada de 17 leitos. Como há a suspeita de que uma funcionária do setor esteja contaminada por varicela, o atendimento na maternidade e pronto-socorro obstétrico teve de ser restrito à gestantes com até 20 semanas de gravidez e pacientes portadoras de doenças ginecológicas, conforme orientação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Ontem, a coordenadora da CCIH, Cláudia Dantas Carrilho, confirmou a suspeita de que uma funcionária esteja com varicela. Ela apresentava lesões nas mãos e as amostras coletadas foram encaminhadas para um laboratório em São Paulo. O resultado deve sair em 10 dias. Como a funcionária teve contato com os recém-nascidos, o HU decidiu vacinar 20 dos 21 bebês internados, que foram colocados em isolamento pelo período de 28 dias. Aqueles que receberem alta poderão ir para casa mas deverão ser observados pelas mães. Em relação aos demais funcionários, todos estão liberados para trabalhar porque ou já tiveram a doença ou haviam sido vacinados. O hospital não autorizou imagens do setor.
A diretora de epidemiologia e informações em saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos, garantiu que as medidas tomadas pela direção clínica e pela CCIH são suficientes para evitar que os recém-nascidos sejam contaminados pela varicela, caso a suspeita seja confirmada. Josemari explicou que ''a doença pode ser potencialmente muito grave, principalmente para crianças de baixo peso'', pois pode provocar sérias lesões de pele, hepatites ou desencadear um processo de infecção generalizada. A Secretaria está monitorando a situação e observou que, por enquanto, ''não há necessidade de nenhum tipo de intervenção nas unidades''.
Ontem, das outras duas instituições que possuem UTI neonatal, apenas o Hospital Infantil administrado pela Irmandade Santa Casa dispunha de vagas. Dos oito leitos de UTI para recém-nascidos graves, três estavam vagos. No Hospital Evangélico, todos os oito leitos estavam sendo usados.

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