Para o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, a superlotação dos distritos é um sinal de que a polícia está trabalhando. ‘‘Já determinamos para os nossos policiais: é prender e colocar na cadeia’’, aponta. ‘‘Nos últimos dois meses colocamos mais de 60 pessoas atrás das grades.’’
Wanderci diz que é realmente preocupante a situação dos DPs, embora não os considere um ‘‘barril de pólvora’’, como definiu terça-feira o delegado-adjunto, também da 10ª SDP, Acácio de Azevedo. ‘‘O problema é que os distritos não foram preparados para receber essa quantidade de presos. Mas tem segurança, se acontecer alguma coisa o plantonista pode ligar e pedir reforço’’, aponta o delegado-chefe.
Sobre a possibilidade de rebeliões nos distritos, Wanderci diz que elas podem ocorrer mesmo que haja dez ou vinte PMs fazendo a guarda externa dos distritos. ‘‘Se o preso quiser fazer rebelião ele faz. Mas não vejo que a situação esteja um barril de pólvora.’’
Apesar de manter uma média de duas prisões por dia, a Polícia Civil em Londrina também sofre com o pouco efetivo. Dos cerca de 60 investigadores em atividade hoje, menos de 20 exercem a função original. Os demais estão ou cumprindo licença ou então em desvio de função, como por exemplo fazendo a guarda dos distritos. ‘‘Até o começo do ano que vem, com o concurso público, devemos ter mais aproximadamente 40 policiais’’, lembra. ‘‘E quanto mais policiais melhor.’’
(Lúcio Horta)

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