O dia de ontem foi tenso nos dois distritos policiais de Londrina que abrigam presos provisórios. Amontoados em pequenos espaços devido à superlotação, os detentos do 4º DP (zona sul) espancaram um colega de cela durante uma discussão. No 2º DP (zona leste), dois suspeitos de estupro tiveram que ser isolados porque causa de ameaças.
Pela manhã, os policiais do 4º DP tiveram trabalho para conter uma briga numa cela ocupada por 12 homens. O preso Cristiano Domingues Silva tinha um desentendimento antigo com um dos colegas e foi espancado com golpes no rosto. Ele teve que ser isolado dos demais companheiros. A confusão, segundo um investigador, agitou a carceragem que ontem contava com 67 presos. O distrito tem capacidade para 24 pessoas.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, afirmou ter sido informado de que um preso do 4 distrito teria se ferido ao cair da cama na noite de domingo. Ele solicitou ao Siate que fosse prestar atendimento ao detento.
A delegada substituta do 4º DP, Thaíz Fernanda Corona, pediu a transferência imediata de Cristiano para a Casa de Custódia de Londrina (CCL). Além disso, ela pediu que o detento fosse examinado por um médico antes de seguir para sua cela.
No 2º DP, dois suspeitos de estupro quase foram espancados. Eles foram ameaçados quando dividiam o ''corró'' (espaço provisório nos distritos reforçado por grades) com outros 18 presos. A dupla foi transferida para a carceragem e novamente recebeu ameaças. Retornaram à cela provisória, que havia sido esvaziada, na companhia de dois presos doentes. ''Os suspeitos de estupro são automaticamente transferidos para a CCL para evitar problemas'', declarou André. O DP tem capacidade para 64 presos mas ontem estava com 128, entre homens e mulheres.
André declarou estar buscando uma solução para a superlotação junto à Vara de Execuções Penais (VEP). A saída, destacou, seria a transferência para a CCL. A medida ainda precisa ser equacionada porque o contrato de terceirização da prisão não permite abrigar mais do que 320 detentos. A estrutura física do prédio também não comportaria receber mais presos do que a sua capacidade atual.

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