A superlotação carcerária em Londrina volta a uma situação crítica, mesmo com a ativação da Prisão Provisória e a carceragem do 5º Distrito Policial (DP), na zona norte. As celas do 2º DP haviam sido fechadas em maio do ano passado, por causa de um quebra-quebra de presos que reclamavam do mesmo problema de superlotação. Até ontem à tarde, o total da população carcerária nos 2º, 3º, 4º e 5º - com 132 vagas - chegava a 223 presos. A Prisão Provisória, com capacidade para 144 presos, foi ativada em julho, para onde foram transferidos 160 detentos que estavam nos DPs. Na época, a transferência serviu para aliviar o problema. Atualmente, a prisão está abrigando 184 presos.
O delegado adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Acácio Azevedo, confirmou ontem à Folha que o problema da superlotação é grave, pois a polícia continua a prender e o espaço para colocar os presos continua o mesmo. ‘‘Estamos administrando a situação na medida do possível, apesar de sabermos que vai piorar. Apesar de tudo, nada nos apavora, pois estamos aqui para manter a segurança da comunidade. Na realidade a única solução imediata para o problema de superlotação nos DPs e Prisão é inaugurar a Cadeia Pública, que está sendo construída’’, garantiu.
Segundo informações passadas pela própria polícia, para manter a segurança nos DPs, 90% dos investigadores de Londrina estão fora de suas funções, trabalhando como carcereiros. O Conselho Comunitário de Segurança marcou um ato público para este mês, para que o Governo Estadual resolva o problema.

mockup