Na falta de verbas, o Instituto de Previdência do Estado (IPE) vai tentar resolver os principais problemas do órgão na base da criatividade. Ontem, o novo superintendente do instituto, Edson Fischer, esteve em Londrina mantendo contato com administradores de hospitais e de clínicas que prestam serviço para o Estado. Fischer tomou posse em fevereiro.
Na opinião dele, os principais problemas hoje do IPE no que diz respeito à área de saúde são a falta de médicos e as dificuldades que os servidores e dependentes encontram para marcar as consultas. Já que está descartada a possibilidade da realização de concursos para novos médicos, Fischer pensa em propor um projeto de realocação de pessoal ao governo Estadual. ‘‘Assim, médicos de outros órgãos ou secretarias poderiam ser transferidos para o IPE’’, ele explica.
O superintendente também está estudando a possibilidade de firmar parcerias com empresas privadas, para que médicos que não sejam conveniados ao IPE também possam consultar os servidores estaduais e seus dependentes. ‘‘Estamos tentando resolver nossos problemas com criatividade’’, reforça Fischer. Ele lembra que, desde 90, o IPE não contrata novos funcionários.
Segundo Edson Fischer, o órgão está quitando a dívida com hospitais e laboratórios em todo o Estado. Quatro parcelas de aproximadamente R$ 5 milhões já foram pagas. Em maio, o IPE acerta mais uma parcela de R$ 5 milhões, referente ao mês de março e abril. Em junho será pago o mês de maio - uma previsão de R$ 2,5 milhões - e aí, segundo ele, o IPE quita o débito. O instituto atende os 187 mil servidores estaduais do Paraná e mais 450 mil dependentes.

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