A superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), que provocou o fechamento do pronto-socorro e da UTI do Hospital Universitário (HU) de Londrina na última quarta-feira, pode ter infectado ainda mais pacientes. Além dos 29 casos de pessoas colonizadas pela KPC, outros 20 estavam sob suspeita até a tarde de ontem. De acordo com a superintendência do HU, 15 destes 20 pacientes são recém-nascidos prematuros. Os resultados dos exames devem ser divulgados hoje.
A superintendente do HU, Margarida Carvalho, salientou que ainda não há previsão de reabertura do PS. Segundo ela, os pacientes com suspeita serão mantidos isolados até a divulgação dos exames. ''Estamos providenciando a limpeza das áreas entre duas a três vezes ao dia e as visitas continuarão restritas a uma pessoa por paciente.''
Segundo a diretora-clínica do HU, Denise Mashima, a força-tarefa deve começar com a busca de transferências de pacientes do HU para ''desafogar'' a unidade. ''O município já começou a verificar casos de pacientes que não necessitam da estrutura do HU e que podem ser atendidos em casa ou em outros hospitais'', disse. Até ontem, pelo menos dois pacientes que estavam no PS e outro na internação foram removidos para internação domiciliar ou para outros hospitais.
A KPC é transmitida por contato ou por gotas de saliva, e ataca principalmente os pulmões. O chefe do PS do HU, José Roberto de Almeida, explicou que a principal preocupação da administração do hospital em relação à bactéria é a capacidade que a KPC tem de ''ensinar'' outras bactérias a se tornar mais resistentes. Segundo ele, indivíduos imunodeprimidos, idosos e crianças têm mais chances de ser colonizados pela bactéria. Até ontem, o PS, que conta com 48 leitos, estava com 54 pacientes, destes, nove se encontravam entubados.

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