Superassalto mobiliza 32 policiais
Dimitri do Valle
De Curitiba
A polícia divulgou ontem em Curitiba três retratos falados dos ladrões que assaltaram os moradores do edifício Zarli, no bairro Batel. O assalto foi comandando por quatro homens e uma mulher armados com pistolas. As vítimas não conseguiram fornecer detalhes sobre as características físicas de dois envolvidos. O prejuízo com o roubo pode chegar a R$ 200 mil em jóias e dinheiro.
Os desenhos dos rostos de dois homens e uma mulher também foram remetidos para a Polícia Civil, de São Paulo. O titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Hamilton da Paz Júnior, suspeita que a quadrilha seja composta por criminosos paulistas. Acreditamos que os assaltantes sejam de São Paulo, já que esse é um delito bastante comum naquele Estado, comentou.
Trinta e dois policiais civis foram destacados para trabalhar no levantamento de informações que levem à identificação do grupo. De acordo com os relatos dos moradores, a quadrilha não demonstrou despreparo durante as cerca de 2h30 em que permaneceram no edifício. Eles foram extremamente frios e disciplinados. Havia comando no grupo que mencionava poucas palavras, descreveu o delegado. Um morador e o porteiro foram agredidos com empurrões quando o dono do apartamento tentou dizer que não era dono do imóvel. Dos 10 apartamentos que compoem o prédio, sete foram invadidos. Dois deles estão vazios e no outro não havia ninguém.
A desembargadora do Tribunal de Justiça, Regina Helena Afonso Portes, foi confirmada pelo delegado Hamilton da Paz como uma das moradoras do prédio. Segundo Paz, a magistrada não estava em casa na hora do assalto. A filha de Regina foi um dos 12 moradores rendidos pelos assaltantes. O delegado não acredita que o superassalto no edifício Zarli tenha sido cometidos pelos mesmos criminosos que assaltaram durante o ano outros dois edIfícios residenciais de alto padrão nos bairros Champagnat e Batel. No domingo, o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, João Ricardo Képes Noronha, chegou a ventilar a possibilidade dos três assaltos terem sido protagonizados pela mesma quadrilha.
Ainda não se sabe como os assaltantes fugiram do edifício Zarli. A rua Gutemberg, onde o condomínio fica, estava deserta quando os ladrões desapareceram. A rua estava muito tranquila e não houve testemunhas, afirmou Hamilto da Paz.





