Super operações
mobilizam cidade
mas só prendem 1
As operações realizadas pelas polícias Civil e Militar nas últimas semanas nas ruas de Curitiba, para diminuir a violência e prender suspeitos, parecem ter dado pouco resultado. As polícias queriam capturar quadrilhas, gangues de menores, punguistas, traficantes, mas apenas uma pessoas foi presa.
A prisão ocorreu na quinta-feira passada, em uma super operação chamada ‘‘Operação Documento na Mão’’. Outras 23 pessoas foram detidas para identificação no 3º Distrito Policial, mas foram liberadas. A ação, que durou cerca de duas horas, movimentou 76 policiais militares e 24 civis, dezenas de carros e até um helicóptero, que dava apoio ao trabalho feito em terra.
Mesmo assim, o subcomandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, major Jamil Rodrigues de Mello, que coordenou a operação, considerou o resultado ‘‘excelente’’. Mello disse que as operações em conjunto com a Polícia Civil devem continuar no Centro da capital e também ser estendidas aos bairros da periferia. Segundo o subcomandante, os locais foram escolhidos por serem os mais problemáticos da cidade. O Passeio Público é o ponto que mais inspira cuidados, por concentrar um maior número de desocupados, prostitutas e travestis.
Outra operação, que ainda não terminou mas que parece ter trazido pouco resultado prático, é a ‘‘Operação Flanelinha’’, comandada pelo delegado Fauze Salzen. Em quatro abordagens da polícia civil, mais de 50 guardadores de carro foram retirados das ruas. Todos, porém, foram liberados e podem estar trabalhando normalmente. O delegado disse que não há condições de fazer a fiscalização. Para mudar o quadro, ele pretende fazer uma sugestão no relatório final, propondo que os guardadores usem crachás de identificação. (J.A.)

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