O delegado Agenor do Nascimento Filho, da Polícia Civil de Cornélio Procópio, disse ontem que não existe relação entre o desaparecimento da enfermeira Maria de Fátima Peixoto, no último dia 24 de agosto, e o assassinato do médico Francisco de Assis Coimbra Júnior, de Maringá. O corpo do médico foi encontrado no dia 27 de agosto em um sítio de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina). No mesmo dia, a polícia encontrou roupas pertencentes à enfermeira a 100 metros de onde foi encontrado o corpo do médico.
‘‘Pelo que apuramos até agora, não existe nenhuma relação entre os crimes, mesmo porque, apesar de terem profissões semelhantes, ela nunca trabalhou em outro hospital que não tenha sido a Santa Casa de Cornélio Procópio’’, disse. ‘‘É um caso típico de sequestro’’, garantiu o delegado.
Ontem, às 15 horas, a Rádio Atlântica, de Cornélio Procópio, recebeu telefonema anônimo dizendo que o corpo da enfermeira estaria boiando no Rio Paranagi, no município de Sertaneja, a 30 km de Cornélio Procópio. O delegado e uma equipe de investigadores se dirigiram a Sertaneja e até o fechamento desta edição não havia retornado a Cornélio Procópio.
A irmã da enfermeira, a vendedora Maria José Peixoto, lamentou que a polícia e os bombeiros tenham interrompido ontem as buscas no Rio Couro de Boi, na região onde foram encontrados o corpo do médico e as roupas de Maria de Fátima. ‘‘Há uma cachoeira com uma lagoa muito profunda, que somente os bombeiros teriam condições de chegar até lᒒ. Ela e mais 20 familiares e amigos continuam procurando pela enfermeira na região.
O ex-marido da enfermeira, o mecânico Lázaro Alves de Oliveira, 41 anos, foi ouvido ontem pela polícia de Cornélio Procópio, mas nada acrescentou ao que os investigadores já sabem. Ele e Fátima se separaram há três meses. O delegado Nascimento Filho disse que Maria de Fátima foi vista pela última vez quando saía da Santa Casa de Cornélio Procópio.
Maria José mandou imprimir 500 panfletos com a foto da irmã para distribuir em rodoviárias e delegacias de polícia de toda a região. ‘‘A cada dia é pra nós uma esperança de encontrá-la viva. Ela era tímida e nunca criou problema com ninguém’’, disse Maria José.

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