Sul terá banco de dados único para fiscalização
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terça-feira, 12 de novembro de 1996
Simone Mattos 
A partir do ano que vem, as polícias rodoviárias dos três Estados do Sul do País irão atuar em parceria na fiscalização do transporte das cargas tóxicas, através de um banco de dados único. A declaração foi feita ontem pelo capitão Carlos Alberto Dayer, da Defesa Civil, durante o curso de Gerenciamento no Transporte de Produtos Perigosos que encerra quinta-feira.
A medida, que visa uma maior integração do Sul do País, deverá também ser estendida aos outros três países que compõem o Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai), através de um trabalho homogêneo de fiscalização baseado em metas comuns.
O capitão da Polícia Rodoviária Estadual do Paraná, Antônio Alves Amaral Filho, explicou que há dois anos foi feita uma uniformização na legislação que regulamenta o transporte de cargas tóxicas por vias terrestres entre os quatro países.
A partir de 97, o relatório de uma carga vistoriada no interior do Rio Grande do Sul, por exemplo, estará no banco de dados da polícia paranaense antes desta chegar ao Estado. A vistoria, realizada por amostragem, chega a ser feita em até 400 veículos por dia em alguns trechos das principais rodovias do Estado.
A atual legislação em vigor estabelece condições mínimas de segurança para que os veículos possam trafegar pelas estradas transportando cargas tóxicas. Uma delas é a exigência de um painel de segurança e um rótulo de risco, ambos na cor laranja e nos formatos de retângulo e losango, que devem ser fixados na traseira do caminhão. Eles devem conter informações sobre a natureza e periculosidade da carga, explicou o capitão.
Ele explicou também que as cargas transportadas à granel obrigatoriamente devem conter rótulos individuais identificatórios. Outro item inspecionado pela polícia rodoviária é o certificado de um curso de habilitação, obrigatório aos motoristas. No curso eles aprendem o que é um produto perigoso, o que diz a legislação e o que devem fazer em casos de acidente, disse o capitão.
Todos os caminhões que transportam cargas perigosas são obrigados a circular com uma ficha de emergência, onde estão contidos todos os primeiros procedimentos indicados em casos de acidentes. Estas ações variam muito a cada caso, dependendo da espécie da carga, disse o policial rodoviário.


