Sujeira e atrasos são comuns na zona rural
Se a rotina de andar de ônibus todos os dias já é cansativa para os trabalhadores da área urbana, quem mora na Zona Rural enfrenta dificuldades ainda maiores, como estradas danificadas pelas chuvas ou poeira nos dias secos. Este é o caso do segurança Ricardo Pereira, 29 anos, morador do Distrito de Paiquerê. Segundo ele, a sujeira impede que os passageiros viajem sentados, apesar de não faltar lugar no ônibus em determinados horários.
''É difícil porque a gente vem trabalhar e já chega sujo no trabalho'', salienta. Ele queixa-se também da demora na conexão que tem de ser feita em Irerê. Segundo Pereira, o ônibus vem sujo de Guairacá, além de estar sempre cerca de 25 minutos atrasado.
O diretor administrativo da empresa responsável pela linha, Franciso Henrique Franco, declarou em nota divulgada pela assessoria de imprensa que ''no caso dos distritos, fatores que podem gerar atrasos são acidentes nas estradas e condições das estradas rurais.'' De acordo com a Francovig, os veículos que atendem o Terminal de Irerê vêm de Taquaruna e, por isso, é difícil solucionar a questão da sujeira. A colocação de um ônibus no Terminal de Irerê para seguir até Paiquerê, segundo a empresa, representaria um ''impacto grande na tarifa''.
Além da sujeira, a distância e o tempo de viagem são dificuldades enfrentadas diariamente pelos moradores do campo. O pedreiro José Cândido, 49,''viaja'' pelo menos duas horas por dia para trabalhar na Área Central e voltar para casa no Patrimônio Heimtal. ''Fazer isto todo dia é difícil. São três ônibus para ir e três para voltar. É cansativo'', desabafa. (F. R. F.)





