Suicidas sofrem mais, diz espírita
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de agosto de 1997
Da Redação 
Dentro da visão espírita, o suicídio tem muitas variações e cada caso deve ser estudado detalhadamente. A afirmação é do estudioso da doutrina espírita Paulo Raimundo Teixeira, membro do Centro Espírita Nosso Lar, em Londrina. Para ele, quando o suicida pratica o ato, tem a primeira decepção: ele descobre que a morte não existe. A descoberta não serve como castigo, porque Deus não castiga ninguém. No entanto, o suicida praticou um ato contra a natureza (a própria vida) e ele tem que ser responsabilizado. Nós, espíritas, visualizamos o suicida como filho de Deus e ele terá condições de se recuperar reassumindo seus compromissos em outras reencarnações, observou Paulo Teixeira.
Ele explica que o suicídio é praticado, na grande maioria das vezes, por pessoas de espírito inferior e que levam mais tempo para chegar à perfeição. Segundo a doutrina espírita, em relação ao padecimento pós-morte, o suicida vai sofrer mais do aquele que desencarnou por morte natural. Paulo Teixeira frizou que a doutrina espírita não é uma religião. Trata-se de uma ciência filosófica, codificada no século passado por Alan Kardec. A doutrina lida com efeitos mediúnicos de ação e reação dos espíritos sobre os encarnados, propiciando a certeza de que não se morre uma vez.
Paulo Teixeira diz que as pessoas buscam o suicídio como uma fuga diante dos seus problemas existenciais. Ele chama atenção para os mais variados problemas que levam alguém a se matar e garante que, mesmo na pior das situações, não vale a pena contrariar as leis de Deus, destruindo o maior bem dado por Ele, que é a própria vida. Temos que orientar e explicar que a vida continua. O suicídio não será um meio de resolver, no desespero, qualquer desgraça que possa acontecer para a pessoa.
Paulo Ubiratan


