Suiça é exemplo só para os defensores das armas
Justamente a Suiça, país neutro durante as últimas grandes guerras, tem sido citado pelos grupos contrários ao desarmamento como uma espécie de símbolo da convivência pacífica com as armas.
Um artigo publicado no Armaria (Jornal das Armas) em 1992, reproduzido da revista American Rifleman, tornou-se um documento indispensável para as entidades e grupos que defendem o direito a posse de arma.
Escrito por David B. Kopet e Sthephen D’Andrilli, o artigo faz um histórico sobre a relação dos suiços com as armas, desde a guerra de libertação em 1291 contra o império Habsburgo da Áustria até os dias de hoje.
Em resumo, a política da Suiça tem sido ‘‘a prevenção da guerra através da determinação em se defender’’.
Segundo o artigo, aos 20 anos o jovem suiço recebe 118 dias consecutivos de treinamento. Dos 21 aos 32 anos, três semanas por ano são dedicadas ao treinamento.
Dos 33 aos 42 anos, eles servem na Guarda Nacional, passando por semanas de treinamento. Dos 43 aos 50 anos, o suiço passa 13 dias em cursos militares.
Após esse período o governo oferece fuzis automáticos aos ex-reservistas. Quando o exército adota um novo fuzil, o modelo antigo é vendido à população com preço subsidiado.
Um outro detalhe é que a munição militar suiça deve ser registrada se comprada em loja particular, mas não precisa de registro se for adquirida num estande militar onde deverá ser utilizada.‘‘O suiço não tem um exército: eles são um exército’’, diz um anuncio do governo.
Conforme a publicação, no início da década de 90 somente Israel tinha mais soldados por metros quadrados do que a Suiça.
Apesar da população fortemente armada, o crime e os acidentes com armas entre os suiços é baixíssimo.
Para os suiços não criminosos vale o seguinte ditado: cada um é seu próprio policial. (E.A.)

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