O deputado Max Rosenmann (PSDB) solicitou ao promotor do meio ambiente Sérgio Luiz Cordoni, a criação de uma comissão multidisciplinar para analisar a qualidade da água fornecida pela Sanepar à população da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A comissão seria formada por técnicos de institutos de pesquisa, universidades e organizações não-governamentais. Ontem, Rosenmann entregou ao promotor cópia de uma pesquisa do professor Jorge Antônio Barros de Macedo, da Universidade Federal de Viçosa (MG), sobre os efeitos de subprodutos da água clorada no organismo humano.
Rosenmann vem denunciando que devido a poluição dos mananciais a Sanepar estaria usando grandes quantidades de cloro no tratamento da água. Um dos subprodutos da reação entre o cloro e organismos orgânicos é o trihalometano, que em quantidades excessivas poderia causar câncer. O deputado também solicitou à Promotoria do Meio Ambiente que a comissão multidisciplinar faça exames da qualidade da água em laboratórios de outros estados.
Depois das primeiras denúncias, feitas em janeiro, a Sanepar permitiu que a vigilância sanitária do Estado coletasse amostras para fazer análises. Os índices de trihalometano encontrados pela Vigilância Sanitária ficaram próximos a 10 microgramas/litro. O Ministério da Saúde determina como máximo de trihalometano na água 100 microgramas/litro. ‘‘Não estou discutindo os resultados, mas para haver maior segurança é preciso que a análise seja feita por laboratórios de fé pública de fora do Paranᒒ, propõe o deputado.
A crítica de Rosenmann é que o cloro estaria sendo usado como ‘‘muleta’’ para resolver os problemas causados pela falta de saneamento básico e controle na ocupação de áreas de mananciais da RMC.
Com a pesquisa em mãos, o promotor vai solicitar das universidades paranaenses informações sobre estudos que possam estar sendo feitos no Estado sobre o assunto.

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