Craw Penas‘‘Devido respeito’’Campagnolo na Assembléia; movimento inclui representantes do Oeste de Santa Catarina Lideranças políticas e empresariais do ‘‘Movimento Alerta Sudoeste’’ passaram a manhã de ontem no plenarinho da Assembléia Legislativa, defendendo um plano de desenvolvimento e melhorias para a região. Integrada por cerca de 200 pessoas, entre elas representantes do Oeste de Santa Catarina, a caravana veio a Curitiba pressionar deputados, secretários de Estado e presidentes de entidades.
Na pauta apresentada ontem ao presidente da Assembléia, Aníbal Khury, e aos secretários Hitoshi Nakamura (Meio Ambiente), Hermas Brandão (Agricultura), Heinz Herwig (Transportes), e Armando Raggio (Saúde), o movimento pede respaldo político para a liberação definitiva da Estrada do Colono e empenho do governo estadual em setores como saúde e educação.
Segundo o coordenador do movimento, Edson Campagnolo, a questão do parque Iguaçu e da Estrada do Colono não estão sendo vistas com ‘‘o devido respeito’’. ‘‘Estamos sendo tolhidos do direito de usufruir da estrada e o Ministério Público Federal está nos tratando com descaso. Precisamos de um tratamento mais maduro’’, criticou o dirigente durante o seu discurso.
O movimento também apresentou um estudo feito pela 7ª e 8ª regionais de Saúde, indicando que a região conta com altos índices de hepatite B. Por esta razão, o ‘‘Alerta Sudoeste’’ reinvindicou a liberação de 130 mil vacinas, o que custaria R$ 3,1 milhões para o governo.
O secretário Armando Raggio garantiu que não há motivo para alarme. Ele, que preferiu não prometer nada, assegurou que a doença será contornada a partir de outubro, quando o Ministério da Saúde lança uma campanha nacional de vacinação.
O movimento defendeu ainda a estadualização da Faculdade de Ciências Econômicas de Francisco Beltrão (Facibel) e sua incorporação à Unioeste (Universidade do Oeste do Paraná); a redução de 30% das tarifas de energia elétrica, consideradas altas na região; novas regras para os programas de financiamento da Agricultura Familiar e o apoio à instalação do Porto Seco Internacional de Dionísio Cerqueira (SC), que servirá para escoar a produção do Sudoeste para o Mercosul.
À tarde, a comitiva foi atendida em audiência com o presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB). Os manifestantes querem a instalação do sistema de linhas celulares para os municípios da região. A Telepar já planeja ampliar o sistema de telefonia celular para 93% do Estado nos próximos três anos.

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