Jaime Mendez Gomes conta o seu tempo no Centro Comercial desde 1972, sucedendo a ''Lanches Cinelândia'', no térreo, que os irmãos Anacleto tinham aberto na década anterior e transferido a outra pessoa. Dos 40 anos, completos em abril, Jaime permaneceu 25 à esquerda (para quem entra) da galeria na Rua Souza Naves e se mudou, em 1998, para o outro lado, acessível também pela Rua Piauí.
Isso o faz duas vezes sucessor no Centro Comercial, pois onde está era o ''Bar do Lema'', de Rita e George Kadozawa, que decidiram cuidar apenas da propriedade rural em Rolândia e alugar o endereço ao amigo Jaime.
Com a mudança, Jaime saiu de uma área de 80 metros quadrados (tinha cinco portas) para 36 metros quadrados com duas portas. ''Fica pequeno'' principalmente na sexta-feira à noite, quando é servida costeleta de porco com mandioca, e no sábado (feijoada). O jeito é colocar mesas na galeria, que não atrapalham outros estabelecimentos naqueles horários.
Supõe-se que seja um dos bares com maior faturamento por metro quadrado, servindo café e salgados, almoço e aperitivos. Em dias alternados, há bolinho de bacalhau e sanduíche de pernil de porco. A criatividade vai além da gastronomia e o bar foi o o primeiro, aind na década de 70, a ter pendurado um isqueiro à disposição de fumantes que nunca têm fogo e vivem pedindo. Nos primeiros anos 80, deu uma surpreendente notícia: a recarga de isqueiros até então descartáveis, ali mesmo no bar. E ganhou espaços em jornais.
''Dos antigos, quase ninguém'', responde Jaime sobre a presença de fregueses dos primeiros tempos. Há os que ainda estão vivos; uns aparecem eventualmente pela amizade, outros ele visita, caso do Zé Lopes, que ''batia o ponto diariamente'' quando morava na cidade e hoje quase não sai do sítio. Entre os ''veteranos'', há companheiros de pescaria.
Aos 60 anos de idade, Jaime mantém amigos até com idades bem acima da sua, o que se deve à sua presença no bar desde que tinha 20 anos. Então, morreu o pai, Augusto Gomes, que era o titular, e o filho teve de prosseguir sozinho, as irmãs e a mãe morando em Maringá (Noroeste).
Isabel e Jaime se casaram em janeiro de 1973. Atualmente só a filha, Célia, não trabalha efetivamente no estabelecimento; Jaiminho, o filho, e Marcelle (a nora) lá estão, além de quatro empregados. (W.S.)

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