Sucesso depende de força de vontade
Londrina - A corretora de etanol Ana Valéria Magalhães, de 50 anos, que mora em Londrina, é uma das fumantes que conseguiram deixar o vício com apoio de um programa de rede de assistência médica privada. Fumante desde os 33 anos, ela encontrou em um pedido da neta, de 5 anos, o estímulo para abandonar o cigarro há oito meses. "Na verdade, não foi um simples pedido. Minha netinha chegou a fazer chantagem emocional. Hoje eu agradeço", lembra.
Com a dependência severa, que chegava a consumir três maços por dia, Ana Valéria não acreditou que conseguiria. "Fiquei surpresa com a facilidade que tive em parar de fumar. O melhor é que, por recomendação médica, não mudei meus hábitos, continuo com a cervejinha de fim de semana com os amigos." Segundo ela, a chave do sucesso é querer. "Eu tive muita sorte porque no início não estava nada motivada, mas fui percebendo a melhora e passei a querer parar de fumar, o que é essencial."
O gestor de Promoção de Saúde da Unimed em Londrina, o infectologista Wilson Liuti, explicou que o tratamento é baseado em medicamentos e grupo terapêutico. "Percebemos que um não funciona sem o outro. Com este modelo temos obtido um sucesso de 46% de pacientes livres do vício até o sexto mês", aponta. Ele ratificou a declaração de Ana Valéria. "Não adianta o paciente procurar ajuda porque a mulher obrigou, por exemplo. Se não partir dele a necessidade, nunca vai conseguir."
Liuti destaca que as ações intersetoriais e políticas públicas foram fundamentais para a queda de fumantes no País. "Esse conjunto de ações força uma mudança de hábitos. Hoje temos casos de pacientes que dizem que têm vergonha de fumar. Não existe mais o glamour de antes", compara. (C.F.)





