Sucessão de tragédias em Curitiba
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Maigue Gueths<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O clima no bairro Umbará, em Curitiba era tenso ontem, um dia após a sucessão de tragédias. Dois atropelamentos, que resultaram em duas crianças feridas e uma mulher morta, duas manifestações de moradores e um homem assassinado por um motorista.
O primeiro acidente aconteceu por volta de 13 horas de quinta-feira. Um motorista de caminhão atropelou Eduardo Padilha Ramos, 11 anos, que andava de bicicleta pela Rua Miguel Ângelo Pelanda. O garoto está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Trabalhador (HT). Segundo a Polícia Militar, o motorista Jorge Airton Barbosa, 69, foi agredido e encaminhado ao hospital.
A manifestação começou em seguida. Os moradores queimaram pneus e bloquearam as ruas. No começo da noite, uma mulher de 50 anos e a filha, de sete, também foram atropeladas. Ela morreu na hora e a menina foi encaminhada em estado grave para o HT. Segundo a polícia, o motorista não prestou socorro e fugiu. Houve, então, uma segunda manifestação. Um motorista discutiu com os manifestantes e atirou em Luiz Cleverson de Andrade, 28 anos, tio do menino de 11 anos atropelado. Ele morreu na hora e o motorista fugiu. Segundo moradores, o homem dirigia uma Toyota Corolla preta. A polícia procura os dois motoristas.
Ontem, enquanto a Diretoria de Trânsito (Diretran) tirava os restos de pneus e outros entulhos que ficaram nas ruas, as pessoas reclamavam da situação. ''Esta não é a primeira vez que atropelam gente aqui. Depois que fizeram este asfalto os carros passam achando que estão em uma pista de corrida'', disse Rosilene de Lourdes Chemeguel.
Os moradores reclamam que a Rua Nicola Pelanda, uma das principais vias da região, ficou perigosa principalmente depois que foi asfaltada, trasformando-se em opção para veículos que querem sair da BR 116. Eles pedem a instalação de um semáforo e três lombadas. Segundo a assesoria da Urbanização de Curitiba S.A (Urbs), o local não é adequado para a instalação de semáforo. A rua Nicola Pelanda tem oito lombadas e há previsão de instalar mais duas, assim como a Rua Miguel Pelanda tem projeto para receber uma.


