O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Ademir Costa, disse ontem à Folha que em virtude da falta de melhor empenho nos trabalhos afastou do grupo reservado da corporação (P-2) o subtenente Leonardo Militão e os soldados Tobias e Arthur (os nomes completos não foram informados). ‘‘Precisamos reciclar constantemente os nossos policiais. No caso deste pessoal da P-2 vimos que eles não estavam desenvolvendo um bom trabalho e resolvemos retirá-los das funções de investigação’’, afirmou Costa. Quanto as denúncias de que havia corrupção junto a traficantes entre os afastados o comandante foi enfático: ‘‘Não existe nada de oficial sobre isto’’.
O afastamento dos policiais supreendeu todo o 5º BPM. Há menos de um mês, Militão, havia recebido uma medalha pelos bons serviços prestados à corporação. Ele era tido como um policial ‘‘durão’’, que não tinha hora para trabalhar e havia feito diversas apreensões de pequenos traficantes na periferia. O presidente do Conselho de Segurança da Zona Norte, João Carlos de Oliveira, se posicionou contra o afastamento dos policiais. ‘‘Eles eram trabalhadores e estavam tirando os traficantes do bairro’’, garantiu Oliveira.

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