Representantes das três empresas vencedoras da licitação da limpeza pública em Londrina apresentaram, ontem, à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) os planos de trabalho e investimentos previstos para o ano que vem. A homologação oficial será hoje, depois de 16 meses de entraves judiciais.
Participaram da reunião o presidente da CMTU, Wilson Sella, o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), e os representantes Hélio Borges Monteiro Lima (da Fossil Saneamento Ltda, responsável pela coleta de lixo), Guilherme Gullin Macedo (da Paviservice Construções Civis Ltda, que cuidará da manutenção do aterro sanitário) e Sebastião Fernande de Magalhães (representante da Ecosystem Serviços Urbanos Ltda, que fará a varrição e limpeza das ruas).
A ''novela do lixo'' começou em 20 de julho do ano passado, quando empresas perdedoras ''travaram'' o processo por meio de ações judiciais. A licitação seguiu durante a virada do ano, mas acabou suspensa novamente em abril, depois que os envelopes abertos confirmaram o consórcio Copama como vencedor. A Vega seguiu com a coleta de lixo, mas deixou de lado a varrição de rua. A alternativa da CMTU foi desmembrar a licitação em três. ''O resultado foi ótimo, com três empresas participando em sua própria área e em parceria com as ONGs responsáveis pela reciclagem'', disse o prefeito.
A duração dos contratos é de três anos. A Fossil receberá mensalmente R$ 269,6 mil. Outros R$ 148,2 mil mensais irão para a Ecosystem, enquanto a Paviservice terá em caixa R$ 66,9 mil.
O presidente da Comissão de Licitação da CMTU, Marco Antônio Bacarin, disse ontem que os 170 funcionários da Vega Engenharia Ambiental, atual responsável pela limpeza pública de Londrina, não serão prejudicados com a entrada das três empresas. Além da possível economia de R$ 6 milhões em três anos, Bacarin garantiu que ''100 novos empregos serão oferecidos'' a partir do ano que vem.
Assim como ele, o prefeito Nedson Micheleti (PT) e os representantes das três empresas que ganharam a concorrência pública também reforçaram a ''utilização'' de profissionais que atualmente trabalham na coleta de lixo e manutenção do aterro, principalmente de motoristas e varredores de rua.
Sobre a dívida da prefeitura com a Vega (estimada pela diretoria da empresa em R$ 14 milhões), Micheleti disse apenas que ''não adiantaria valores''. ''Posso afirmar, no entanto, que a dívida já está sendo negociada'', resumiu.
A Vega atuou em Londrina durante 21 anos e deve fechar as portas em janeiro. A empresa cuidou da limpeza pública por meio de contratos emergenciais, durante o entrave legal no processo licitatório.

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