Carmem Murara
De Curitiba
O diretor-administrativo da Secretaria Estadual de Saúde, Aldery Silveira Júnior, define ainda hoje a empresa que passará a fazer o serviço de limpeza e conservação nas 46 unidades da Secretaria, em todo o Estado. A nova empresa será contratada em caráter emergencial para substituir a Limptec, companhia com sede em Maringá que, na última sexta-feira, rompeu o contrato com o governo, alegando dificuldades financeiras.
A Secretaria está diante de um dilema, pois as sete substitutas que se ofereceram para o serviço apresentaram a mesma proposta financeira. O valor pedido foi de R$ 350 mil ao mês, 40% superior em relação à Limptec.
A diretoria da Secretaria de Saúde não concorda com as propostas apresentadas pelas empresas. ‘‘Isso está parecendo ação entre amigos. O dinheiro é público e tem que ser bem administrado’’, protestou Silveira, diante da atitude das possíveis substitutas da Limptec.
Ele reclamou do ‘‘cartel’’ montado e disse esperar que novas empresas apresentem propostas melhores ainda hoje, pois não é possível ficar sem o serviço por muitos dias.
Na sexta-feira, quando souberam da situação pré-falimentar da Limptec, as sete empresas se reuniram no Sindicato e decidiram propor à Secretaria um rodízio pelo atendimento. Cada uma cobraria o mesmo preço para fazer o trabalho da Limptec, nas unidades de Saúde, por um determinado tempo.
A Secretaria precisa com urgência dos serviços até fazer nova licitação, o que deve ocorrer em cinco meses.
A Limptec cobrava R$ 263 mil por mês para trabalhar para o Estado, com quem tinha contrato assinado desde 1996. Desde o final do ano passado a Limptec começou a atrasar o pagamento do salário dos funcionários. A Secretaria quer que a substituta garanta o emprego dos 450 funcionários da antiga prestadora do serviço. O contrato vai ser assinado por cinco meses.
A crise na Limptec atingiu também Londrina e Cascavel. Em Londrina os funcionários da empresa paralisaram suas atividades desde quinta-feira passada. Estão sem trabalhar, inclusive os funcionários da 17ª Regional de Saúde.
Os funcionários alegaram que não recebem sálario desde novembro, além de 13º, passes de ônibus e tíquete-refeição. Na sexta-feira, seis funcionários do Hospital da Zona Norte também pararam de trabalhar. Em Cascavel a greve foi iniciada na sexta-feira pelos trabalhadores das áreas de limpeza e higienização em estabelecimentos estaduais de saúde e escritórios da Copel.

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