Moenda acionada por um motor de 10 HP produz até 700 litros/hora de caldo de cana, que passa por uma peneira e escorre para os ''decantadores'' metálicos, nos quais se depositam os resíduos que escaparam da peneira. ''Aliviado'', o caldo entra numa tubulação chegando à cozinha, onde é posto em fôrmas aquecidas pelo fogo à lenha e bagaço de cana. No modo de fazer do ''cozinheiro'' Osni Cândido, empregado no engenho de Antônio Carvalho, o açúcar começa a sair em duas horas.
Mas a qualidade depende, também, do ponto da cana, ideal se foi colhida no tempo certo. Não pode ser ''passada'' (colhida e deixada amontoada esperando muito tempo pela moagem), diz ele. ''Dizem que a cor do açúcar depende de equipamento e do tempo de fogo'', comenta Ricardo Moraes. Segundo conhecedores, o aquecimento a vapor de caldeira mantém a temperatura do cozimento regular o tempo todo, evitando os excessos e (por vezes) deficiências do fogo de lenha direto.
Kleber Siqueira está informado de que a caldeira faz baixar o custo de produção do açúcar, de 70% no sistema convencional, para 40%. Mas o preço do equipamento é relativamente alto para a renda dos produtores, aproximadamente R$ 140 mil, incluindo tacha apuradora inoxidável (para o cozimento) e moenda entre outros acessórios. Iracema Fernandes disse que a Cooperativa está negociando com o Governo do Estado financiamento de um programa oficial, porque os produtores têm dificuldade de conseguir crédito bancário normal, apesar do potencial que possuem.(W.S.)

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