Substância é alvo de críticas na internet
O aspartame foi descoberto em 1965, nos Estados Unidos, e sempre foi alvo de questionamentos e suspeitas de provocar efeitos colaterais. A liberação total ocorreu em 26 de julho de 1996, pela Food and Drugs Administration (FDA), a Vigilância Sanitária dos Estados Unidos.
No Brasil, todos os adoçantes eram considerados medicamentos até 1988. Após a liberação, a venda de adoçantes como a sacarina e o ciclamato, descobertos anteriormente, e o próprio aspartame, se disseminou.
O empresário e engenheiro químico Amaury Couto explicou que, por ter a venda restrita, os produtos diet e light foram alvo de preconceito no País. Revela, porém, que a aceitação melhorou. ''No início dos anos 1990, preconceito era de 100%. hoje, conseguimos reduzir esse índice pela metade'', calcula.
De acordo com o endocrinologista Francisco Marquezine, a internet é um veículo de divulgação de informações ''inverídicas'' sobre o aspartame. ''Há quatro ou cinco anos, foram divulgados dados na internet relacionando o aspartame a doenças reumatológicas. As pessoas ficaram em polvorosa no Brasil inteiro. Foi necessário publicar desmentidos na imprensa para resolver essa crise nacional'', relata.
Tecnicamente, o aspartame é um adoçante nutritivo, já que fornece a mesma quantidade de calorias do açúcar. Mas como seu uso é feito em quantidades muito pequenas, ele é considerado como virtualmente não calórico. Para ultrapassar o nível de consumo de segurança, uma pessoa teria de ingerir 12.500 cafezinhos por dia.
''O aspartame é um herói e não um vilão. É de sabor agradável e praticamente não calórico. Vilã é a gordura'', salienta Marquezine. (F.R.F.)





