Como é realizado o transplante de medula óssea?

O transplante de medula óssea pode ser usado no tratamento de algumas doenças relacionadas à produção das células do sangue, como leucemia, anemia, linfoma, entre outras. A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos e o transplante consiste na troca da medula óssea doente por outra saudável visando a reconstituição da antiga.
O transplante pode ser feito com células-troncos do próprio paciente, chamado de transplante autogênico, ou através de um doador, que é o alogênico. O transplante alogênico é o mais complicado porque necessita de um doador vivo e com medula compatível com a do paciente. O primeiro passo é ver se o irmão ou irmã tem a compatibilidade necessária para o transplante – chamado de alogênico aparentado. Caso contrário, será preciso procurar um doador fora da família, que é o alogênico não aparentado.
Apesar da dificuldade em encontrar doadores compatíveis, esse tipo de transplante tem crescido significativamente nos últimos 10 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). O crescimento médio do transplante não aparentado de 20% a 30% ao ano, desde 2003, pode ser atribuído, principalmente, ao aperfeiçoamento do Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. É coletada uma amostra de sangue para testes que determinam as características genéticas que são necessárias para descobrir a compatibilidade entre doador e paciente.

Ministério da Saúde

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