SUA SAÚDE
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
O vitiligo está ligado ao estresse?
É provável que exista relação do vitiligo com o estresse, embora as causas específicas não sejam completamente conhecidas. Acomete cerca de 1% da população mundial, atinge todas as raças e igualmente o sexo masculino e feminino de qualquer faixa etária. Trata-se de uma dermatose adquirida onde há diminuição ou ausência de melanócitos (células que produzem melanina, o pigmento natural da pele) nas regiões acometidas. Desta maneira, formam-se manchas brancas, de tamanhos variados, únicas ou múltiplas, podendo ocorrer em qualquer lugar da pele, mucosas ou pelos.
Embora as causas não sejam claramente estabelecidas, acredita-se que alguns fatores associados possam desencadear a doença, como predisposição genética, fenômenos imunológicos, traumas físicos e estresse emocional. Percebe-se que cerca de 30% dos pacientes com vitiligo apresentam casos da doença na família e há ocorrência aumentada em gêmeos. Quanto ao fator imunológico, existe associação com outras doenças autoimunes, como hipotireoidismo, diabetes e outras. As lesões também podem ocorrer em locais de traumas na pele, como ferimentos ou queimaduras. Além disso, na prática clínica nota-se o aparecimento ou agravamento do vitiligo relacionado a alterações ou traumas emocionais. Embora não exista cura para o vitiligo, existem diversas opções terapêuticas para o controle e melhora das manchas de acordo com o quadro clínico de cada paciente. É importante salientar que o vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos à saúde física, mas frequentemente prejudica a qualidade de vida e autoestima dos pacientes.
Andrei Bungart Nonino dermatologista (Londrina)



