SUA SAÚDE
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Existe um tipo de adoçante que é mais benéfico?
Os adoçantes dietéticos surgiram no mercado como alternativas para os diabéticos à sacarose, o açúcar de mesa. Podemos classificá-los em naturais e artificiais, de acordo com sua origem. Alguns contém baixas calorias, outros são considerados "zero" caloria, mas todos têm um poder adoçante bem maior que o açúcar, o que reduz de qualquer forma a ingestão calórica por conta do volume. Por isso rapidamente foram inseridos em dietas para o tratamento da obesidade.
Os adoçantes vendidos no país devem ser aprovados e seguir normas técnicas definidas pela Anvisa. A Organização Mundial de Saúde estabelece uma ingestão máxima diária recomendada, de acordo com o peso do indivíduo. Pode-se consultar esses valores no site do Inmetro: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/adocantes.pdf
Deve-se usar os adoçantes com moderação e apenas se for necessário. Utilizados em grande quantidade provocam reações desagradáveis como diarreia, dor de cabeça, mal-estar, irritação. Não há como afirmar categoricamente que não possam causar danos piores com sua utilização a longo prazo. É uma questão de custo benefício: um diabético pode ter problemas cardiocirculatórios ou renais graves caso não controle a quantidade de açúcar no sangue, por isso, o uso de adoçantes é altamente recomendado. Nesse caso, deve-se respeitar as orientações da OMS ou, melhor ainda, procurar variar o tipo de edulcorante (princípio ativo dos adoçantes) usado.
Já para alguém que está acima do peso, aprender a consumir os alimentos sem adição de açúcar ou adoçante, apreciando o sabor natural de sucos, chás e café; evitar sucos industrializados já adoçados e refrigerantes; e desenvolver o autocontrole na ingestão dos doces parece ser o caminho mais saudável.
Valéria Mortara - nutricionista (Londrina)



