Quais as causas dos linfedemas?

A linfa é um fluido que se assemelha ao sangue, exceto por não conter glóbulos vermelhos e é importante para manter o ambiente celular adequado, removendo restos celulares e grandes moléculas derivadas do metabolismo celular. Os linfedemas (ou edemas linfáticos) ocorrem quando a drenagem linfática de uma determinada região do corpo está comprometida, levando a um aumento do volume desta área corpórea, tanto por retenção de água como por mudanças nos tecidos.
As causas dos linfedemas são variadas: desde um problema congênito que leva a uma malformação do sistema, impedindo seu funcionamento correto, como por destruição de vasos e nódulos linfáticos previamente normais, como, por exemplo, o que ocorre após o tratamento do câncer de mama e da próstata. Em países da África e da Índia, a filariose, doença infecciosa causada por um parasita que se aloja no sistema linfático e se transmite por picada de mosquito, é uma causa muito importante de linfedemas e, não raramente, causa quadros clínicos avançados do linfedema, denominados elefantíases.
A grande maioria dos linfedemas pode ser tratada sem procedimentos invasivos e bons resultados são obtidos com o tratamento fisioterápico realizado por profissionais treinados que conheçam a doença. Não é demais lembrar que as drenagens linfáticas oferecidas em clínicas de estética ou mesmo realizadas por fisioterapeutas que não tenham preparo adequado não costumam se acompanhar de melhora clínica significativa.
Aos pacientes, além da drenagem, é recomendada a realização de exercícios específicos para cada caso e a prescrição e utilização de materiais diversos de compressão (faixas, meias, braçadeiras, etc.), da responsabilidade do médico do paciente.
Apesar de se tratar de uma doença benigna, seu tratamento é longo e depende da aderência estrita do paciente e da orientação e supervisão de profissional competente.
Mauro Andrade - médico vascular

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