O que é dis­le­xia?

Dislexia é um transtorno genético que se manifesta de maneira específica na dificuldade na fluência da leitura, capacidade reduzida de memorizar palavras e textos, déficit de memória de curto prazo e de soletração. É mais comum em meninos do que em meninas.
A dislexia tem natureza neurobiológica e o padrão de funcionamento cerebral durante a leitura é diferente nestes indivíduos. Sendo um transtorno precoce no ciclo de vida, é possível diagnosticá-lo até os 9 anos de vida.
O diagnóstico é fundamental, já que o índice de reprovação e evasão escolar é muito maior nas crianças acometidas, além da chance maior de desenvolver distúrbios de humor e de ansiedade pelas dificuldades consequentes na vida letiva e profissional.
É comum que o portador de dislexia faça trocas, inversões e/ou omissões de letras, confusões fonéticas, dificuldade de definir esquerda-direita, de abstração matemática, falta de memorização de sequências temporais e visuais, além de vocabulário pobre e esquecimento frequente de fragmentos textuais.
Estas crianças costumam demorar mais para se alfabetizar e não se interessam em se expressar, por suas próprias palavras, historinhas e fatos cotidianos , além de ter dificuldade em nomeação de figuras ou cores e história de atraso de fala durante os primeiros quatro anos de vida.
Sendo assim, é possível intervir precocemente em ''crianças de risco'' antes de virem a expressar grandes dificuldades na fase escolar. Esta remediação precoce já é aceita e vista como eficaz na literatura internacional e nacional desde os anos 90.
Como a dislexia é uma condição, o tratamento não é curativo mas sim paliativo com medicações, intervenções fonoaudiológica e psicopedagógica e mudança pedagógica no ambiente escolar, individualizando e otimizando aspectos do conteúdo e da avaliação.
Clay Brites - neuropediatra (Arapongas)

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