Uma boa noite de sono é essencial àqueles que almejam saúde e qualidade de vida. Muitos, contudo, sofrem os ditos distúrbios do sono, cujos sintomas são apneia, apertamento de dentes, dispneia, sensação de sufocamento, agitação, cefaleia, bruxismo, movimentos de membros superiores e inferiores, sudorese e até enurese.
Apesar do avanço de estudos médicos relativos ao sono, as informações voltadas para o público leigo ainda são escassas. Por isso, é um evento ainda pouco compreendido pelo grande público que, via de regra, ignora um possível sinal de problemas graves: o ronco. Ele ocorre quando há obstrução da orofaringe, região da faringe que faz contato com o palato mole e a base da língua, ambos no fundo da boca. Quando a entrada de ar é parcialmente obstruída, temos o ronco e, quando o bloqueio é total, a apneia.
O ronco é um dos distúrbios respiratórios do sono (DRS) mais comuns entre a população. O conhecimento das funções da face humana ajuda a compreender e tratar o problema. Dependendo do grau de severidade do ronco, pode ser um fator de risco para doenças graves, como hipertensão e acidentes vasculares cerebrais.
A ajuda dos ortodontistas e ortopedistas faciais na terapia dá-se com órteses intrabucais - aparelhos usados durante o sono que colocam a língua e o palato mole (a parte macia do céu da boca, logo atrás dos dentes superiores) mais para frente, desobstruindo a faringe.
O médico do sono e o otorrinolaringologista são responsáveis pelo diagnóstico da obstrução da via. A avaliação do problema é pela polissonografia: durante uma noite inteira, especialistas acompanham todos os sinais do corpo por meio de câmeras e sensores.
Assim é possível encontrar as causas do problema e indicar a melhor terapia. É sempre válido lembrar que cada pessoa tem suas particularidades, fazendo com que nem todo tratamento útil para um seja, necessariamente, eficiente em outro caso.

Gerson Köohler - especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial (Curitiba)

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