Quais os riscos do fumante passivo?
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, no século XX cerca de 100 milhões de pessoas morreram em decorrência do tabagismo. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer informa que 22 indivíduos morrem por hora vítimas do tabaco. Além de aumentar as próprias chances de desenvolver câncer, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e outras tantas doenças, os fumantes ainda obrigam os que convivem com eles a inalar o equivalente a 10 cigarros por dia.
Isso faz com que o fumante passivo tenha mais chances de também desenvolver câncer de pulmão e contrair outros males relacionados ao tabagismo. O fumo passivo já é a terceira causa de morte prevenível em todo o mundo, atrás apenas do fumo ativo e do álcool. Os mais afetados são as crianças.
Separar fumantes de não fumantes é uma falácia. Janelas, varandas, divisórias ou sistemas de ventilação jamais serão suficientes para manter o ambiente livre do risco. E a fumaça que sai da ponta acesa do cigarro possui as mesmas substâncias daquela que o fumante inala, muitas vezes ainda mais concentradas.
Por isso é tão importante restringir a utilização dos derivados de tabaco em áreas fechadas e coletivas, como bares, restaurantes, casas noturnas, escolas, locais de trabalho, museus, shoppings, lojas, repartições públicas e táxis. É preciso fazer valer o direito do não fumante e também garantir à população interessada em parar de fumar acompanhamento médico e, quando necessário, medicamentoso, pois é comprovado que os índices de sucesso nesta árdua tarefa de largar o vício são muito maiores quando acompanhada por equipe especializada.
Antonio Carlos Lopes - Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (São Paulo)

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