SUA SAÚDE
As mamães, especialmente as mais antigas e acima do peso normal, aprendiam desde cedo na gestação a ingerir açúcar quando sentissem tremedeiras, tonturas, suor frio ou uma sensação de desmaio, associado ou não a uma fome excessiva. Hoje, se sabe, estes sintomas são os da crise de hipoglicemia - ou do ''açúcar baixo no sangue''.
Existia uma recomendação médica inadequada para aquela época para se ingerir açúcar diante de tais crises. É que quanto mais açúcar se comia, mais açúcar se queria devido à alta produção de insulina necessária para abaixar no sangue a grande quantidade de açúcar ingerido.
A insulina em excesso fazia baixar novamente e demasiadamente a taxa de açúcar, causando ainda maior voracidade para os doces.
Uma orientação adequada para se prevenir essas crises e a diabete na gestação seria procurar não ''pular'' os horários habituais das refeições e comer frutas nos intervalos, evitando o excesso de doces.
Quando a mãe ingeria açúcar demasiadamente colaborava também para altas taxas desta substância no sangue e no cérebro do feto, criando nele uma espécie de dependência química. O bebê então nascia ''grandão'', gordinho, acostumado a necessitar de altas taxas do açúcar para a sua ''sobrevivência''. Isto colaboraria para o desejo voraz de açúcar na criança, perpetuando-se este desejo até a idade adulta.
A ansiedade dita emocional colaboraria ainda mais para se desejar o doce, devido a uma doença metabólica iniciada na vida intra-uterina. Por isso é de se pensar e de se prevenir a ingestão de menos doces mesmo antes do nascimento.
A ansiedade também deve ser tratada para se reduzir o desejo de açúcar, prevenindo-se assim adequadamente a obesidade e o diabete, e a compulsão pelos doces.
José O. Cervantes Loli - endocrinologista e metabologista (Apucarana)





